O LUTO DE QUEM CUIDOU

O PAPEL DO PSICÓLOGO NO ATENDIMENTO DE FAMILIARES NO PÓS-ÓBITO EM CUIDADOS PALIATIVOS

Autores

  • Luciana Gomes Capelli Faculdade Fidelis
  • Gisele Texdorf Martins Faculdade Fidelis

DOI:

https://doi.org/10.53546/2674-5593.cog.2025.115

Palavras-chave:

Pós-óbito, Cuidadores familiares, Psicologia, Cuidados paliativos, Luto

Resumo

O trabalho mostra o papel do psicólogo no acompanhamento de cuidadores familiares após o óbito de pacientes em cuidados paliativos, reconhecendo que o luto desse cuidador frequentemente se inicia ainda no adoecimento, configurando o luto antecipatório. A problemática que orienta o estudo consiste em compreender como a ausência de preparação emocional durante a terminalidade pode intensificar o sofrimento, favorecer a codependência e dificultar a reconstrução da identidade do cuidador após a perda. Parte-se da hipótese de que o suporte psicológico precoce e contínuo, estendido do diagnóstico ao pós-óbito, contribui significativamente para a elaboração do luto e para a reorganização subjetiva do cuidador. O objetivo geral é analisar a atuação do psicólogo nesse contexto, identificando as principais dificuldades emocionais enfrentadas pelos cuidadores, a influência da codependência e a relevância do acompanhamento psicológico no período pós-óbito. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e exploratória, fundamentada em livros, artigos científicos e documentos técnicos sobre cuidados paliativos e psicologia do luto. Os resultados da revisão indicam que o cuidador vivencia múltiplas perdas simbólicas, emocionais e relacionais, frequentemente negligenciadas pelos serviços de saúde, e que o acompanhamento psicológico favorece a legitimação do sofrimento, a elaboração das perdas e a reconstrução de sentido após a morte. Conclui-se que a atuação do psicólogo é essencial para um cuidado integral e humanizado, e que ainda há lacunas assistenciais e institucionais que precisam ser superadas para garantir suporte adequado aos cuidadores enlutados. ABSTRACT This study analyzes the role of the psychologist in supporting family caregivers after the death of patients receiving palliative care, acknowledging that the caregiver’s grief often begins during the illness, characterizing anticipatory grief. The research problem focuses on understanding how the lack of emotional preparation during the terminal phase may intensify suffering, foster codependency, and hinder the caregiver’s identity reconstruction after loss. The study assumes the hypothesis that early and continuous psychological support, extending from diagnosis to post-mortem care, significantly contributes to grief processing and to the caregiver’s subjective reorganization. The objective is to examine the psychologist’s work in this context, identifying the main emotional challenges faced by caregivers, the influence of codependency due to emotional overload, and the relevance of psychological interventions after the patient’s death. This research employs a qualitative, exploratory bibliographic methodology, based on books, scientific articles, and technical documents on palliative care and grief psychology. The findings indicate that caregivers experience multiple symbolic, emotional, and relational losses that are often overlooked in healthcare settings, and that psychological support fosters the legitimization of suffering, the elaboration of losses, and the reconstruction of meaning following death. The study concludes that the psychologist’s role is essential for providing comprehensive and humanized care, while also highlighting persistent institutional gaps that must be addressed to ensure adequate support for bereaved caregivers.  

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2026-07-12

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Artigos